Todo domingo jogo com minha mente,
Solitária, sempre perco.
Um problema.
Mão direita no vermelho.
Sem a correria, sem a rotina
O que lhe resta?
O que te mantém sã?
Outro problema.
Mão esquerda no azul.
Nesse vazio pós-moderno da modernidade
Escrevo diante de novas tecnologias
Enlouquecendo por razões antigas
Dos problemas sociais que me atormentam
Dos amores que me queimam
Pé direito no verde.
Pé esquerdo no vermelho
Nesse emaranhado que me encontro
Nos nós.
Nós nós.
Eu. Vocês.
Eu e os nós.
As pontas do sisal que não encontro mais
Se desfazem sob meus pés e mãos
Que já sem orientação não me sustentam
Cair no chão e aguentar o frio é quase uma benção.
Levantar só para meter os pés pelas mãos mais uma vez
Rir ao cair de novo e de novo.
Encontrando graça na queda e na reerguida.
Obrigado! Principalmente pelo "Escrevo diante de novas tecnologias Enlouquecendo por razões antigas"
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