domingo, 31 de maio de 2015

[A FABRICAÇÃO DE NOVOS SISTEMAS DE LINGUAGEM]

O desdobramento da produção desejante ao fora por meio da linguagem não reconhece gênero ou sexo. muito menos i.d. Na produção textual, ou até mesmo na fala, nossa passagem virtual se desdobra sob a mecânica biopsiquica do devir.

O mecanismo do devir segue por um caminho transversal em rede de conexões. O fluxo desejante segue conectando-se a linhas evolutivas que percorrem a heterogeneidade do ciberespaço: corpus, máquinas, acontecimentos [espaciais e incorpóreos]. 

As conexões seguem por uma multiplicidade de forças, partículas e acontecimentos que perfuram qualquer sistema de codificação. A linguagem é sistematizada por forças de captura que estão a engendrar a linguagem a um conjunto fechado e universal de regras, normas, códigos e padrões. congelando a linguagem num eterno retorno do mesmo. 

No jogo conectivo da passagem virtual ao fora, podemos percorrer por uma linguagem estrangeira, por uma mistura de potências e singularidades para a produção de novos signos e acontecimentos. Há sempre novas passagens mutantes pelos fluxos delirantes. 

A desconstrução político-cultural da cadeia simbólica universal ocorrerá na incorporação e cristalização de novos signos minoritários. da produção de novas substâncias de expressão, que surgem agora de uma interconexão entre elementos dos sistemas matérias com os elementos dos sistemas visuais das novos sistemas maquínicos. 

COLPANI, Felipe Pancheri.

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