terça-feira, 26 de maio de 2015

Ontem caminhei...




Ontem caminhei,
Solitário pelo mundo,
Desertos secos com vida
Vidas secas como deserto.

Dor no corpo senti,
Não sabia o motivo,
Mas só uma profunda dor,
Dor que doía sem motivo,
Dor que latejava os sentidos,
Dor...

Não sei o motivo do voo dos pássaros,
Nem o do sorriso das crianças,
Às vezes acredito na esperança,
Às vezes no medo,
Mas nunca me esqueço do desejo...

Dor solitária senti,
Mas será que tem dor acompanhada?
Meu corpo parou,
Virou deserto seco e sem vida,
Apenas um corpo andando entre os vivos,
Apenas um coração batendo,
Porém incapaz de sentir...
Só havia a dor...

Rasguei,
Tudo foi rasgado,
Todos os mapas,
Todas as rotas,
Todos os caminhos conhecidos,

Rasguei tudo...
Não sei onde estou, nem para onde vou,
Não que esteja sem objetivo,
Não tenho é uma trajetória,
Caminho, nem mapa,
Pois o objetivo é novo,
O caminho é desconhecido,
Viajar é uma aventura,
Se chegarei? Não sei!
Mas isso não importa!
A experiência de viver me basta.

Não que eu queira pouca da vida,
Desejo muito da vida,
Vários sentimentos me tomam,
Vários sentimentos me invadem
Depois que a dor passou.


O possuir é inferior ao ser,
Quero ser cheio...
De história para contar quando for velho,
De lembranças para me recordar no ultimo suspiro,
Vibrações, desejos, sentimentos...
É tudo o que quero levar dessa vida!

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