domingo, 10 de maio de 2015

Corpos travados




Somos marcados pelas travas que tentam proibir a expansão dos nossos corpos. Não pode fazer isso, não sente desse jeito, não fale dessa maneira, ande de forma correta, pense assim, sinta da maneira correta. Tudo padrão, tudo travado, tudo estereotipado.

Estamos presos dentro da prisão patriarcal heteronormativo que impõem com táticas terroristas o modo de ser no mundo, criando um campo de subjetivação que trava os corpos e as mentes, que nos impede de sermos o que nossos desejos nos impulsionam, mas criam em nós simulacros desejantes, falseamentos de desejos, ilusões discursivas sobre os afetos. A tirania patriarcal-hetero impede de expandir meu corpo e de realizar os meus desejos.

Não sinto da maneira que a norma impõe, possuo afetos tortos, afetos dissidentes, afetos que os deixam descontentes. Minha maquina desejante transborda as prisões que o capital-patriacal impõe sobre meu corpo. Meu desejo faz meu corpo ir além do que dizem, rompe simulacros, estilhaças as reagras, subverte as normas, recria a moral, inverte o mundo. Meu corpo travado se destrava a cada orgasmo que tenho e em cada tesão que sinto.

Minhas linhas de fugas se produzem em um agenciamento coletivo de uma homossexualidade transviada, de um tesão sem fim pelo que é classificado de imoralidade, mas o imoral da ordem capitalista-patriarcal-heteronormativa é para mim uma ética, uma regra básica da minha vivência escrita pelos meus desejos que não serão mais travados pela subjetivação imperialista das normatizações.

Sou viado amore, faço do meu corpo e do meu sexo um agenciamento revolucionário!

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