Somos marcados pelas travas que
tentam proibir a expansão dos nossos corpos. Não pode fazer isso, não sente
desse jeito, não fale dessa maneira, ande de forma correta, pense assim, sinta
da maneira correta. Tudo padrão, tudo travado, tudo estereotipado.
Estamos presos dentro da prisão
patriarcal heteronormativo que impõem com táticas terroristas o modo de ser no
mundo, criando um campo de subjetivação que trava os corpos e as mentes, que
nos impede de sermos o que nossos desejos nos impulsionam, mas criam em nós simulacros
desejantes, falseamentos de desejos, ilusões discursivas sobre os afetos. A
tirania patriarcal-hetero impede de expandir meu corpo e de realizar os meus
desejos.
Não sinto da maneira que a norma impõe,
possuo afetos tortos, afetos dissidentes, afetos que os deixam descontentes.
Minha maquina desejante transborda as prisões que o capital-patriacal impõe
sobre meu corpo. Meu desejo faz meu corpo ir além do que dizem, rompe
simulacros, estilhaças as reagras, subverte as normas, recria a moral, inverte
o mundo. Meu corpo travado se destrava a cada orgasmo que tenho e em cada tesão
que sinto.
Minhas linhas de fugas se
produzem em um agenciamento coletivo de uma homossexualidade transviada, de um
tesão sem fim pelo que é classificado de imoralidade, mas o imoral da ordem
capitalista-patriarcal-heteronormativa é para mim uma ética, uma regra básica
da minha vivência escrita pelos meus desejos que não serão mais travados pela
subjetivação imperialista das normatizações.
Sou viado amore, faço do meu corpo
e do meu sexo um agenciamento revolucionário!

Nenhum comentário:
Postar um comentário