domingo, 31 de maio de 2015

[POR UM NOVO MODELO DE PENSAMENTO: A REDE DE CONEXÕES COMO PRÁTICA SÓCIOEDUCATIVA]

A rede de conexões é um modelo pós-moderno de pensamento que se aproxima do modelo rizomático fabricado pelos filósofos pós-estruturalistas Gilles Deleuze e Félix Guattari. 

Ela é um sistema aberto te tentacular que se opõe ao modelo da árvore estruturalista, é um pensamento que se autoproduz sob uma coleção redes de interconexões, onde tudo se mistura: matérias, partículas, átomos e intensidades; corpus, máquinas e afetos. 

Um pensamento que se constrói entre os meios e as linhas evolutivas que vão se tecendo de acordo com o percurso. Não há início nem fim, apenas meios transbordantes equipado por uma heterogeneidade de eixos e forças por onde o nosso pensamento percorre e se conecta. 

No encontro com as forças singulares que percorrem o ciberespaço, o pensamento se desdobra a novos eixos. Um pensamento mutante mais ligado a produção da diferença do que a reprodução do eterno retorno da máquina burocrática capitalista. 

Não há sistemas fixos e fechados neste modo de produção, apenas sistemas interdisciplinares, interconectados sob um mesmo arranjo processado por alianças e simbioses. Na simbiose entre duas ou mais forças, uma nova potência surge. 

Como prática educativa, é uma força criacionista que nos insere em uma nova superfície de peças e ferramentas, que dê conta de captar as nuances dos novos espaços-tempos produzidas pela atual mutação tecnocultural da pós-modernidade. 

A aula como uma performance estética e sobretudo, política, se autoproduz no seio de uma rede de conexões e afetos entre professorxs e alunxs. Uma troca de saberes e realidades que devém a maquinar novas potências e sobretudo, forças de transgressão contra as capturas das estruturas de poder do Império Patriarcal-Capitalista, tais como o capitalismo, a heteronormatividade e o patriarcalismo. 

É também uma forma de ação e resistência aos modelos educativos cristalizados em estruturas arcaicas e muito bem intencionadas sob uma lógica burocrática e reprodutivista, a fim de manter o eterno retorno do mesmo da máquina totalitária.

COLPANI, Felipe Pancheri.

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