A MECÂNICA QUÂNTICA DA PRODUÇÃO CONCEITUAL
A Filosofia é uma fábrica de conceitos que germina da própria produção existencial, das experiências cotidianas, dos fluxos e intensidades que percorrem o encontro dos corpus.
O filósofo é um mecânico. Trabalha no remanejamento das peças e engrenagens da máquina social através de sua Física Quântica. Ele capta as nunces e problemas do real enquanto ele acontece em ato e os insere no núcleo da produção. Ele não só constata as cristalizações reacionárias como também as deslocam, corta, processa e indica novos campos de possíveis, novas linhas evolutivas para novos desdobramentos maquínicos.
Ele também equipa a mente, opera na inteligência, na sensibilidade e nos afetos. Sua produção ocorre no plano heterogêneo de forças: de conexões, ligações e maquinações. Ele está sempre a espreita de fazer eclodir novos focos mutantes de produção existencial, e até mesmo a invenção de novas catálises que podem muito bem promover novas dobras sociais. Mas para que isso aconteça, é preciso que haja uma interconexão entre a filosofia, a tecnociência e as tribos nômades que percorrem o campo social.
Assim como o squizu, o filósofo é um tatuador nato da Natureza. Mas ele não só engendra novas máquinas ao circuito de produção, como também atua no desmanche das estruturas, liberando no presente os fluxos do desejo dos congelamentos reacionários, fazendo com que o presente tome novas pulsações que golpeiam as formações opressivas e repressivas da sociedade, gerando assim, novos planos de composição, ou até mesmo novos tratados de Natureza.
COLPANI, Felipe Pancheri.
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