segunda-feira, 1 de junho de 2015

[POR UM NOVO TRATADO DE AMIZADE]

Sem dúvidas a amizade se foi perdida e desqualificada da produção existencial. O campo social veio a se tornar um jogo sujo de individualidades. A amizade é sempre desfeita a partir do momento em que aquele já não me serve ao meu deleite.

Perdemos as virtudes de uma vida digna, honrosa e saudável: reciprocidade. cooperação. lealdade. solidariedade. Boas virtudes perdidas em face do avanço do capital produtivo e de uma moralidade patriarcal severa.


Precisamos refazer a sociedade de amigos e em <<novos moldes>> sem limitações de cor, sexo e gênero. Retomar os laços que foram perdidos pelo individualismo narcísico e produzir um novo território valorativo onde as tribos possam coabitar de forma saudável e caminhar pelos espaços livremente, sem ter que conviver com a violência simbólica sem limites tal como é hoje.

Em tempos de fluidez, esquecemos de tecer laços. talvez o grande desafio da pós-modernidade seja a sobrevivência afetiva nas fronteiras fluidez, onde os laços são feitos e desfeitos numa velocidade intensa. 

COLPANI, Felipe P.

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