quarta-feira, 3 de junho de 2015

[O GRANDE IMPÉRIO DA MULTIDÃO: AS AMAZONAS, BÁRBAROS E OS SELVAGENS]

O Retorno Mutante do Movimento

As forças bárbaras, selvagens e as guerreiras amazonas são xs filhxs da mutação e contornam as frentes de transgressão à organização social e política do Império Patriarcal-Capitalista. Atuam como potentes frentes de transgressão as fixações dos micro-fascismos que se impregnam nas engrenagens da máquina social, impedindo a passagem de novos fluxos evolutivos.

As tribos nômades representam o contraste entre xs heroixxs híbridxs e xs personas domestificadxs e civilizadxs. São os indivíduos livres; meio animal, meio humano; estranhos híbridos que contornam em seu DNA a polimorfia que distorce o eu à esquizofrenia mutante. São seres livres das correntes da pólis tecnológica.

O tão esperado encontro da natureza selvagem [silenciada a ferro e fogo pelas estruturas imperalistas do homem branco] com a civilização tem gerado uma intensificação no desbravamento de novos espaços-tempos expressos pelo caos e pela desordem, permitindo a passagem de novas realidades >> um jogo de risco, porém necessário para a transformação efetiva.

A partir da inorganização, as linhas virtuais se conectam, permitindo a corrente de fluxos evolutivos para novas cristalizações. A finalidade do Império da Multidão é de bifurcar a moralidade universal a novas constelações virtuais [plano tático de possíveis], preenchidas por um conjunto de intencionalidades com grande potencial de novas cristalizações. novos eixos macropolíticos.

Uma nova teia de formações feitas de peças e pedaços há de surgir pela cooperação maquínica entre as forças mutantes, em uma multiplicidade de partículas e fluxos co-aglutinados que devém dar materialidade a nova máquina social, que já vem sendo sedimentada, porém a passos curtos.

As linhas de evolução produzem realidades a partir da conexão a um complexo campo bioquímico de forças políticas e desejantes. Os guerreiros nômades contornam a grandeza espiritual da grande revolução social. Um novo marco na histórica e uma continuidade na aventura humana, congelada pelas estruturas modernas.

O império mutante está a desdobrar o motor da máquina totalitária capitalista a um novo conjunto de próteses e stratus antropomórficos [valores e afetos ao corpus sem organismo e prostético de Gaia]; gerando, por sua vez, um novo centro de gravidade e energia a Terra.

O processo de transição de regime da máquina social, demandada pela produção de uma nova consciência global, deve ser fecundada por correntes de gravidade agenciadas entre as forças sociais que estão preocupadas com a mudança social e com um novo compromisso ético-político, gerando uma potente cooperação maquínica.

O agenciamento entre a tecnociência, a filosofia e os movimentos squizo-revolucionários [feminismos, os conjuntos políticos socialistas e anarquistas, as lutas identitárias de raça, etc] estão a gerar uma reforma cultural para a liberação das correntes virtuais e desejantes congeladas pelas estruturas no decorrer da história humana. E também, uma cura do corpus de Gaia, envenenado pela ganância humana. dando uma continuidade a aventura [pós]humana.

Colocando as estruturas sociais em seu devido fluxo evolutivo, as forças mutantes do Império da Multidão devem cooperar entre si para a invenção de novas catálises simbólica para a organização de um novo sistema operacional a nova máquina social >> novos códigos, novos valores, novas humanidades.

COLPANI, Felipe Pancheri.

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