sei o que se pass4 por sua natureza. vagamos pelo mesmo labirinto virtual. seguindo o fio de Ariadne a procura de redenção. nadando em meios a serpentes venenosas. minot4uros. gritos e vertigens.
parece que nos territorializamos na superfície onde coabitam os últimos sobreviventes da era sombria. ainda vivemos uma extensão da Idade Média.
nos colocam a vagar por um labirinto interno com forças de captur4 que estás sempre a nos fixar em duelos internos - procurando por saídas. mas talvez não exista saídas. apenas meios transbordantes.
lidamos com uma multiplicidade de forças reativas que nos colocam em coma. são forças poderosas. codificad4s em um longo período histórico por conjuntos hegemônicos: patriarcais e capitalistas.
perdemos a potência da vida em decorrência da organização caótica de nossos corpus. mas não podemos ceder. há de resistirmos. há de vencermos. eu sei. eu sinto. sinto a revolução queimar sob minha chama pioneira.
perdemos a potência da vida em decorrência da organização caótica de nossos corpus. mas não podemos ceder. há de resistirmos. há de vencermos. eu sei. eu sinto. sinto a revolução queimar sob minha chama pioneira.
todos estes monstros e falsos imperadores infiltrados em nossas entranhas subterrâneas nos dissip4m do que realmente há de mais potente na vida. esquecendo que há vida lá fora. há pessoas realmente boas. enérgic4s. revolucionárias. que vivem pela e para a mudança no outro e no mundo
virtudes como amor. lealdade e cooperação é o que deve sobreviver em tempos apocalípticos. o amor talvez seja a virtude compartilhada mais potente de todas. ela rompe fronteir4s. desloca territórios. faz a revolução. todos os grandes deuses, heróis e filósofos eram contemplados por esta dádiv4. o amor que eu digo não é este amor que nos vendem - supérfluo e banal. falo do desejo de viver. de fazer acontecer. de criar novas realidades.
não há mais que dissiparmos força desejante nestes simulacros do campos social [trabalho, família, papai-mamãe...]. há de dissiparmos em novas potências para que novas zon4s mutantes surgem. o desejo revolucionário encontra-se adormecido no aqui e agora. toda a mentira de um ideal há de ser dissolvido em face dxs filhxs da mutação que se encontram entre nós. o Império da Multidão tem acordado e mostrado sua forç4. o momento é o de agrupar pelo afeto. criar novas redes. proliferar e fazer valer a revolução. as forças bárbaras e selvagens contornam o espírito da mutação. o anúncio de novos dias. novas suavidades.
COLPANI, Felipe Pancheri.
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