segunda-feira, 1 de junho de 2015

[DEVANEIOS ii]

hoje pela manhã. 
enquanto as gotas de orvalho percorriam pela minha natureza selvagem. 
me senti conectado a você. 
juntos. contemplávamos o amor. a união dos corpus. 

era uma espaço-tempo tão real que por alguns segundos esqueci do mundo e de si. 
mergulhei-me em devaneio. 

penso que a pureza do amor encontra-se nestas singularidades da mente. 
que surgem do acaso e perfuram com a nosso corpo imóvel. 

no amor, me sinto elétrico. vivo. vibrátil. 
há um delírio em estar com você. 
por mais que eu evite. crie correntes. 
ele estás sempre a bifurcar com as estruturas que me separam de você. 
me acalma. me desacelera. 
desacelera meu mundo a frequência imperceptíveis. 



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