hoje pela manhã.
enquanto as gotas de orvalho percorriam pela minha natureza selvagem.
me senti conectado a você.
juntos. contemplávamos o amor. a união dos corpus.
era uma espaço-tempo tão real que por alguns segundos esqueci do mundo e de si.
mergulhei-me em devaneio.
penso que a pureza do amor encontra-se nestas singularidades da mente.
que surgem do acaso e perfuram com a nosso corpo imóvel.
no amor, me sinto elétrico. vivo. vibrátil.
há um delírio em estar com você.
por mais que eu evite. crie correntes.
ele estás sempre a bifurcar com as estruturas que me separam de você.
me acalma. me desacelera.
desacelera meu mundo a frequência imperceptíveis.
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