o amor é a força desejante de elevação e afirmação que pouco condiz ao corpo, a matéria.
o amor refere-se a conexão entre dois corpus que coabitam o mesmo Desejo, a mesma Vontade de efetuação. é um princípio cósmico, um desdobramento natural que envolve os modos singulares que coabitam a condição humana, com raízes desconhecidos a nossa razão, pois não há código capaz de raciocinar o amor. o amor é uma força a ser sentida, vivida e refletida entre dois corpus que se nutrem virtualmente, formando uma mesma Singularidade.
é uma produção a ser tecida, criada e mantida no agenciamento afetivo... o amor, a priori, fertiliza-se na virtualidade em face da conexão entre duas almas que se misturam e que passam a tecer uma mesma paisagem desejante. da virtualidade, ele passa a desdobra-se a materialidade e logo, a efetivação real.
o amor se expressa como uma automanifestação eterna de beleza da vida - perfeição divina contemplada pela Singularidade. se expressa como uma realidade espiritual do Desejo, onde o eu passa a fragmentar-se em afetos e momentos sob uma união divina.
quando há desejo, o amor se tece sob um movimento próprio, criando as próprias condições de perseverança em nossa Ser, a caminho das verdades eternas, do equilíbrio e da beleza que é se viver sob um Ética dos Afetos, nos conduzindo a uma nova dimensão de ser e estados de consciência, produções virtuais próprias do ato do amor. o amor é como uma droga e estás a liberar diferentes estados de consciência sob correntes de intensidades que atravessam o Desejo.
COLPANI, Felipe P.

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