terça-feira, 18 de agosto de 2015

[DEVANEIOS]

só te quero assim, perfeitx. mergulhar sob esta beleza alienígena. no desconhecido nonde se encontra todo nosso encaixa, nosso choque de partículas, tão cheio de intensidades. só te quero assim, perfeitx de tão imperfeitx. tortx-desarticuladx. 

um sentimento. um afeto. uma coagulação entre partículas desejantes que se atraem por forças das Natureza... puro acontecimento de Ser e Estar na Terra. o desejo nos autopreenche em sua perfeição de auto-acontecimento, cabe a cada singularidade saber remanejá-lo. 

de tudo que nos é sólido e se desmancha no ar, o desejo é a força que nos subsiste. em meu pior momento de vida, de dor, de descobrimento de minha Singularidade [momento que veio a se tecer justamente em fase de engenharia da pesquisa, o que acabou me gerando uma série de crises], fui me despertar da potência do desejo, da criação que se efetiva no real. 

eu diria que o desejo é um processo de tecer, de engendramento com carga energética que faz os acontecimentos tenderem a uma finalidade concreta. a produção virtual do corpo ainda é um território subterrâneo bastante desconhecido a razão demasiada humana. Spinoza estava bastante certo ao afirmar que ainda mal sabemos o que pode um corpo. o corpo existe com uma capacidade vital  e incrível de afetar e ser afetado. é pura potência de criação onde não há limitações, repressões, negatividades. 

o desejo me é algo majestoso. é a força primitiva reprimida em sociedade que estás a elevar e a efetivar a Vontade de Potência. as estruturas reprimem nosso elemento vital [orgônio-desejo-fluxocósmicodaSingularidade] porque sabem que é dele que se nutrem os novos corte da história.


enfim… apenas devaneios de um esquizofrênico solitário!

COLPANI, Felipe P.

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